Outubro Rosa: centro acadêmico debate a temática da mulher na área da saúde e na sociedade

Palestras na FCMSCSP - Outubro rosa

Nos dias 21, 22 e 24/10, segunda, terça e quinta-feira, das 17h às 20h, o Centro Acadêmico Manoel de Abreu (CAMA) realizará debates sobre importantes aspectos com a temática da mulher, na área da saúde e na sociedade. Essa é a proposta do encontro “Outubro Rosa”, em alusão ao conhecido movimento celebrado em todo o mundo.

Entre os temas apresentados, estão “Relações entre homens e mulheres: construídas ou naturais?” e “Trajetória das mulheres na Santa Casa e reflexões sobre a atuação dos homens e mulheres na Medicina”. Também estão programadas duas mesas para discussão sobre direito reprodutivo e estatuto do nascituro e violência contra a mulher, com especialistas nas áreas de Direito e Psicologia. Para conferir a programação completa, clique aqui.

O apoio é da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Irmandade da Santa Casa de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho e do Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (Cealag).

Local: Anfiteatro Paulo A. Ayrosa Galvão: Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP).

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Portas Abertas: conheça o tradicional curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Portas Abertas Medicina FCMSCSPNa próxima terça-feira, dia 22/10, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo promoverá mais uma edição do Portas Abertas para os interessados em conhecer o tradicional curso de Graduação em Medicina da Instituição. Na ocasião, professores da FCMSCSP irão apresentar palestras sobre o curso e os visitantes poderão conhecer o complexo hospitalar e as instalações da Faculdade.

Haverá também o curso de Ressuscitação Cardiopulmonar, simulação de aula de Propedêutica e a apresentação das organizações acadêmicas, com a participação de alunos e ex-alunos. A realização deste evento é do Departamento Científico Manoel de Abreu (DCMA) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Quando: 22/10/2013, terça-feira, das 13h às 20h30.
Investimento: 25 reais por participante
Inscrições: exclusivamente pelo e-mail joao.ferreira@fcmsantacasasp.edu.br, até a próxima segunda-feira, dia 21. Informe seu nome completo, e-mail e telefone de contato.
Mais informações: (11) 3367-7740.
Vagas limitadas: 30.
Local: Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP), no Auditório Emilio Athié.

Ausência de conhecimento em Libras limita acesso de surdos a serviços básicos da saúde

A falta de comunicação entre surdos e ouvintes gera limitações na troca de informações e no convívio social. Preocupada em formar profissionais bilíngues para facilitar o acesso desse público a serviços essenciais, como o da saúde, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo oferece a disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os cursos da Instituição, inclusive naqueles em que o programa não é obrigatório.

A Libras é utilizada por uma expressiva parte dos surdos brasileiros e é reconhecida pela Lei Federal n° 10.436 de 24 de abril de 2002. Assim como os diversos idiomas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. De acordo com Sylvia Lia Grespan Neves, professora da disciplina de Libras da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e que também é surda, ainda existe uma grande dificuldade para os não ouvintes no Brasil, principalmente pela falta de preparo de profissionais nos serviços básicos, que desconhecem totalmente a língua de sinais.

“Imagine um surdo chegar a um hospital e não poder se comunicar. Certa vez, fui realizar uma ressonância e os atendentes da instituição de saúde não estavam seguros o suficiente para me recepcionar. Nós, os surdos, percebemos que há uma carência de pessoas bilíngues, sendo importante que as empresas também disponibilizem intérpretes”, afirma. Sylvia comenta ainda que vivenciou muitas situações que causaram constrangimento pela falta de compreensão e conhecimento por parte das pessoas ouvintes.

Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 9,7 milhões dos entrevistados declararam ter deficiência auditiva (5,1%). A deficiência severa foi admitida por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão têm grande dificuldade de ouvir. De acordo com a professora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Guadalupe Marcondes de Moura, a surdez pode ter causas pré, peri e pós-natais, entre elas: quadros hereditários/genéticos, doenças adquiridas pela mãe durante a gestação – como a rubéola, sífilis e toxoplasmose, por exemplo –, uso de remédios ototóxicos, anóxia, meningite e otites, entre outras. “Traumatismos cranianos e a exposição contínua a ruídos ou a sons intensos também podem prejudicar a audição”, completa.

Guadalupe explica que a Libras é considerada a língua natural das pessoas surdas, porém algumas conseguem desenvolver a oralidade, contudo, o desenvolvimento dessa habilidade depende de inúmeros fatores. “Não utilizamos o termo “surdo mudo”, visto que, mesmo que o indivíduo não tenha desenvolvido a fala, não significa que ele não tenha a capacidade de utilizar o seu aparato vocal na emissão de sons. A terapia fonoaudiológica pode contribuir para que pessoas surdas consigam falar; esses são os chamados surdos oralizados. Porém, existem questões como a idade, tipo e grau da perda auditiva que vão impactar no desenvolvimento dessa habilidade”, diz.

A fonoaudióloga refere que o grau da perda auditiva influencia no uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e na indicação do implante coclear. “Para se beneficiar do AASI é necessário que o indivíduo apresente resíduos auditivos, pois a prótese amplifica os sons externos. Já o implante coclear é colocado por meio de um procedimento cirúrgico e geralmente indicado para pessoas que não se beneficiam do aparelho auditivo convencional”, afirma.

Segundo Guadalupe, a aquisição da Libras não é incompatível com o desenvolvimento da oralidade, podendo até mesmo facilitar o processo de compreensão de uma segunda língua, como o português escrito, por exemplo. “Nós trabalhamos dentro de uma proposta bilíngue. Acreditamos que nossos pacientes têm o direito de desenvolver a língua de sinais e a língua portuguesa escrita, bem como usufruir das tecnologias existentes para que também tenham a opção de desenvolver a língua oral. Precisamos somar os esforços; é preciso garantir o direito ao desenvolvimento pleno dessas pessoas com o objetivo de melhorar ainda mais sua qualidade de vida. Nossos alunos aqui da Faculdade Santa Casa de São Paulo, em sua formação, são estimulados a olharem para essas pessoas com ética e respeito. Isso é essencial”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 28, em 18/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Exercício Físico e Neuroplasticidade

Dr. AridaNo próximo dia 16 de outubro, quarta-feira, às 12h, o Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo promoverá o seminário “Exercício Físico e Neuroplasticidade”. O palestrante convidado será o Dr. Ricardo Arida, professor do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O encontro acontece no Anfiteatro do Instituto de Pesquisa da Santa Casa de São Paulo: Rua Marquês de Itu, 381, Vila Buarque, São Paulo (SP).

Mestrado e Doutorado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: inscrições até 7 de outubro

Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde e Pesquisa em Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloOferecido nos níveis Mestrado e Doutorado, o programa  em Ciências da Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) visa à formação com excelência nas diversas áreas da Saúde. O aluno estará capacitado a exercer a docência em graduação e pós-graduação e a integrar ou criar novas linhas de pesquisa nas diversas áreas das Ciências da Saúde.

Já o programa em Pesquisa em Cirurgia, também oferecido nos níveis de Mestrado e Doutorado, abrange a multiprofissionalidade envolvida no âmbito das diversas especialidades cirúrgicas, por intermédio de investigações clínicas ou experimentais, sendo inter e transdisciplinar e com estímulo à interinstitucionalidade.

Para conhecer mais sobre os programas oferecidos pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, clique aqui.

Bolsas institucionais
Programas de mestrado e doutorado contam com oportunidades de bolsas. Consulte o edital e solicite mais informações sobre a disponibilidade de bolsas para os cursos atualmente ofertados e quais as condições.

Disciplina de Terapia Intensiva apresenta ao aluno panorama completo do serviço de UTI

Prof. Elzo PeixotoMinistrada no 4º e 6º anos do curso de Medicina, a disciplina de Terapia Intensiva aborda as situações que envolvem o paciente grave ou de risco, possibilitando ao aluno o reconhecimento dos sinais de gravidade da doença e o desenvolvimento da avaliação crítica na indicação da internação em UTI.

De acordo com Elzo Peixoto, professor instrutor da disciplina de Medicina Intensiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no 4º ano da graduação, a área tem como finalidade proporcionar ao aluno noções básicas do comprometimento clínico dos pacientes gravemente enfermos e de risco, incluindo avaliação de indicação para a internação em unidade de terapia intensiva e investigação diagnóstica.

“É uma abordagem mais teórica, porém alguns aspectos como reanimação cardiopulmonar, ventilação mecânica e monitorização multiparamétrica são realizados em manequins ou equipamentos específicos”, diz.

Já no 6º ano, o aluno recebe noções teóricas sobre assistências ventilatória, nutricional, hemodinâmica e áreas específicas, além de atividades práticas com manequins de reanimação cardiopulmonar e vias aéreas, em curso introdutório às atividades em terapia intensiva. Em seguida, o aluno é incorporado à equipe da Unidade e participa do atendimento aos doentes internados, sempre com supervisão dos residentes e assistentes médicos do serviço. O objetivo é estabelecer o contato direto com o doente grave, buscando a experiência prática no desenvolvimento da prescrição de fármacos e de outras terapias como a renal substitutiva, técnicas de monitorização e de suporte à vida. Ainda segundo o professor, também há a discussão de casos e artigos científicos no incremento do conhecimento na área.

“A disciplina coloca o estudante em contato com o arsenal tecnológico disponível no serviço, como ventiladores mecânicos, monitores multi-paramétricos, cardioversores, marca-passo cardíaco, hemodialisador, entre outros. Promove também o conhecimento da sistemática de funcionamento da unidade, como admissão e alta de pacientes, visitas de equipes externas e de familiares, e noções de índices prognósticos nos doentes de terapia intensiva”, conta.

Para o professor, o mercado de trabalho para este nicho está aquecido, resultado do movimento natural que ocasiona o aumento do número de leitos em terapia intensiva. “O aluno que objetivar esta carreira tem grande chance de se colocar na área assim que terminada a especialização”, analisa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 27, em 1º/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Saiba como as picadas de abelhas podem levar à morte

Comuns em nosso cotidiano, as abelhas podem representar muito mais perigo do que se imagina. Um ataque desse inseto pode ser fatal e, em casos raros, o indivíduo hipersensível pode morrer em virtude de uma única ferroada.

Prof.ª Dra. Sandra Regina S. SprovieriDe acordo com a Prof.ª Dra. Sandra Regina S. Sprovieri, coordenadora da disciplina de Emergências em Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, as manifestações causadas pela picada podem ser de naturezas tóxicas e alérgicas.

As reações tóxicas locais estão associadas à dor, inchaço e coloração avermelhada da pele. Em casos de múltiplas picadas, podem ocorrer manifestações sistêmicas, devido à grande quantidade de veneno inoculado. “Nesse caso, alguns dos sintomas são: prurido, calor generalizado, hipotensão, taquicardia, cefaleia, náuseas e/ou vômitos e cólicas abdominais. Em casos mais graves podem ocorrer choque e insuficiências respiratória e renal agudas”, enfatiza.

As manifestações alérgicas locais são caracterizadas por um edema que persiste por alguns dias. Já as alérgicas sistêmicas podem variar de urticária generalizada, mal-estar, edema de glote, choque anafilático, queda da pressão arterial, colapso, perda da consciência, incontinência urinária e fecal, e coloração azulada ou roxa da boca, pele ou unhas. Até a chegada ao atendimento médico, após ser picado, o indivíduo alérgico deve aplicar uma compressa de água fria ou gelo e usar analgésico para aliviar a dor. A pessoa deve permanecer calma, evitando movimentos bruscos e excessivos. Também é necessário retirar o ferrão cravado na pele e lavar o local com sabão e água corrente.

“O ferrão pode ser retirado com pinça ou com os dedos. Após a ferroada, a abelha deixa para trás não apenas o ferrão, mas também o saco de veneno e parte do seu aparelho digestivo. Enquanto ele permanece cravado, a substância continua a ser instilada involuntariamente nos primeiros 20 a 30 segundos. O método de remoção do ferrão não afeta a quantidade de veneno a ser inoculado na pele do indivíduo”, afirma.

O ataque em massa realizado pelas abelhas é responsável pela maioria dos acidentes. Após cerca de 15 a 20 segundos do início do ataque, normalmente localizado em frente da colmeia, os insetos saem em grande quantidade, mais de 200, em média, voando para todos os lados e ferroando todos que se encontram na proximidade, perseguindo-os por mais de 700 metros.

Já os acidentes causados por vespas e marimbondos representam quadros clínicos mais graves do que os causados por abelhas, pois necessitam de uma menor quantidade de picadas para evoluir para um quadro sistêmico grave.

“Enquanto as abelhas picam somente uma vez, deixam o ferrão em sua vítima e morrem após o ataque, os marimbondos e as vespas não perdem o membro ao ferroar, podendo causar múltiplas picadas, não morrendo após o ataque. Assim, os procedimentos são os mesmos adotados para as picadas de abelhas, com exceção do ferrão que não fica cravado na pele”, explica.

A especialista recomenda alguns cuidados para evitar ataques:

• Não atire pedras ou paus em direção às abelhas ou colmeias.
• Não fique parado e se afaste de eventual colmeia existente.
• Se observar um enxame em sua direção, não corra em linha reta pela estrada ou caminho livre. Entre pelas margens da estrada e corra em zigue-zague pelo interior da mata, pois assim poderá “enganá-las” durante a perseguição.
• Proteja o rosto com uma toalha ou camisa, pois as picadas no pescoço ou na mucosa oral podem levar a um edema de glote, resultando em morte por asfixia.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 27, em 1º/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.