Chances de cura do linfoma de Hodgkin chegam a 90%

Dr. Carlos Sérgio ChiattoneO linfoma de Hodgkin é um câncer nos linfócitos, que integram o sistema imunológico do corpo humano. De acordo com o Dr. Carlos Sérgio Chiattone, chefe da disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a doença de Hodgkin faz parte dos mais de 40 tipos de linfomas existentes.

“Linfoma é o nome genérico dos cânceres nas células do sistema imunológico. Por elas estarem espalhadas pelo organismo, este tipo de câncer pode ocorrer em qualquer lugar do corpo humano. Geralmente, os linfomas se manifestam nos gânglios linfáticos, em que o paciente pode apresentar aumento dos nódulos em regiões como o pescoço, virilha e axilas”, comenta.

Segundo o especialista, muitas vezes, esses nódulos são acompanhados de sintomas como febre, suor noturno, perda de peso e coceira no corpo, sinais comuns de qualquer outra doença. Além disso, eles não doem e tem a consistência semelhante à de uma borracha.

O linfoma de Hodgkin atinge principalmente jovens de 15 a 35 anos e adultos entre 50 e 70 anos. O tratamento depende da idade do paciente e do estágio do câncer. “Quando ele é localizado em uma região menor, é realizada quimioterapia, radioterapia ou ambas. Quando a doença está mais avançada, o procedimento se dá somente com a quimioterapia”, diz.

O Dr. Chiattone explica que, diferente do que é divulgado, a doença é altamente curável. “Atualmente, as chances de cura chegam a 85%. Já nos casos localizados, a probabilidade é de 90%. Esse é um dos grandes exemplos de sucesso da oncologia”, enfatiza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 26, em 17/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Anúncios

Caminhada do Silêncio: equipe de fonoaudiólogos em ação

Dra. Cilmara LevyNa manhã do próximo dia 15/9, domingo, acontecerá a 2ª Caminhada do Silêncio ao “Dia Nacional do Surdo”, no Parque Villa Lobos. A realização é do setor de Audiologia Educacional da Santa Casa de São Paulo, com a coordenação da Dra. Cilmara Levy, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Na ocasião, os participantes poderão testar o volume de seus fones de ouvido e obter informações sobre cuidados com a audição e como utilizar corretamente equipamentos de som.

De acordo com pesquisas e estudos científicos*, jovens norte-americanos, entre 12 e 19 anos, acompanhados por um período de 15 anos, tiveram um registro de aumento de 30% na perda auditiva. Aproximadamente 9,7 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência auditiva e pelo menos 28 milhões de pessoas, no país, têm algum tipo de acuidade auditiva. A partir de números como esses, aumentam as iniciativas de prevenção e orientação para todas as idades.

O evento terá o acompanhamento de uma equipe de fonoaudiólogos que distribuirão, durante a caminhada, cartões com curiosidades sobre a surdez e farão a medição em uma boneca eletrônica. Com um sistema implantado na parte interna do ouvido da boneca, será possível verificar se o volume do fone usado pelo participante do evento está acima do indicado.  A Dra. Cilmara Levy alerta ser necessário a adoção de diversos cuidados, como a escolha dos fones: “Os modelos de fones de ouvidos mais recomendados ainda são os abertos, que são aqueles maiores que cobrem toda a orelha. Eles possibilitam a exclusão dos barulhos externos e isso faz o indivíduo não aumentar tanto o volume”, explica.

Local da Caminhada do Silêncio: Parque Villa Lobos, Portão Principal, em frente ao anfiteatro.

(*) Journal of the American Medical Association, Censo IBGE 2010 e OMS 2011, respectivamente.

De Piracicaba para São Paulo: confira a trajetória do Dr. Fernando Sacomano

Dr. Fernando Luiz SacomanoA grande carga de estudos, os amigos, as festas realizadas pelo CAMA (Centro Acadêmico Manoel de Abreu), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e os jogos de futebol realizados pela Intermed, uma das mais tradicionais competições esportivas entre as faculdades paulistas de Medicina, são algumas das boas recordações da época de graduação do Dr. Fernando Luiz Sacomano, ex-Santa que se formou na turma XV de Medicina, em 1985.

O médico, especializado em radiologia, também relembra a paixão precoce pela Medicina, e a saída de Piracicaba (SP), município em que viveu até a chegada à capital paulista para realizar seu sonho profissional.

Atualmente, o Dr. Sacomano está à frente de sua clínica de Diagnóstico por Imagem e também atua no Hospital da Unimed, em Piracicaba. Confira a seguir o bate-papo com o especialista que relembra com carinho sua passagem pela FCMSCSP:

Conectar: Quais são os principais momentos vivenciados pelo senhor durante sua graduação na Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Sacomano: A nossa preocupação era estudar para absorver o máximo de conhecimento. Contudo, mesmo com essa correria, eu participava das festas realizadas pelo CAMA, além de jogar futebol. Integrava a equipe de futebol da Faculdade e dos jogos da Intermed. A nossa competição possui a primeira e a segunda divisão, como no Campeonato Brasileiro. As principais disputas aconteciam entre a FCMSCSP, a Medicina Pinheiros, e a Escola Paulista de Medicina. Nós sempre estávamos na série A1 – o grupo especial – e entre os quatro primeiros colocados.
Era divertido e éramos muito unidos. As competições, geralmente, ocorriam em alguma cidade do interior. E, apesar das viagens, levávamos a sério tanto os estudos quanto a parte esportiva.

Conectar: Como era a rotina da graduação?
Dr. Sacomano: Eu morava perto da Faculdade, então era mais fácil para estudar. Do primeiro ao quarto ano, o curso era teórico. Já o internato ocorria no quinto e sexto ano, exigindo ainda mais dedicação dos alunos, por ser em período integral. Assim, não tinha como trabalhar fora e as atividades extracurriculares eram poucas. Mas, sempre que dava tempo, eu gostava de dar aulas particulares. Até álgebra já ensinei. Os pais dos alunos questionavam: como este cara que estuda Medicina dá aula de matemática? O fato é que, para entrar em Medicina, as médias das notas das disciplinas tinham que ficar entre 8,5 e 9 pontos.

Conectar: O que o motivou a escolher a Medicina?
Dr. Sacomano: Eu escolhi muito cedo, no segundo ano do primário. Eu tenho um irmão que fazia Medicina nesta época. Ele ia para casa esporadicamente porque fazia o curso no Rio de Janeiro, já que, naquele período, era difícil se deslocar até Piracicaba. Assim, quando ele nos visitava, eu pegava os livros dele, deitava embaixo da cama e os folheava. Até que um dia, ele descobriu e me falou para vê-los em cima da escrivaninha. Foi aí que surgiu meu interesse pela Medicina, com 8 ou 9 anos.

Conectar: E o interesse pela especialidade?
Dr. Sacomano: Isso foi muito interessante porque queria fazer toda especialidade que via no curso de Medicina. Eu estava na última instância para fazer pediatria e um colega, o Dr. Carlos Alberto Michalani – que fez otorrinolaringologia – me falou: “Descobri sua especialidade, será a radiologia. Você não vai fazer pediatria porque é muito estressado”. Por fim, sou muito grato a ele por esse comentário.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Clínica de Gastroenterologia é a segunda área que mais se aproxima da especialidade Cirúrgica

Dra. Andrea VieiraSegundo a Dra. Andrea Vieira, professora instrutora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe da Clínica de Gastroenterologia do Departamento de Medicina, a especialidade é dedicada ao estudo do sistema digestivo e engloba os seguintes órgãos: esôfago, estômago, fígado, vias biliares, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, cólon e reto.

“Muitas pessoas acreditam que a área abrange somente o estômago, porém envolve muitas doenças e inúmeras especialidades. Depois da Oncologia, é a disciplina que mais se aproxima da Cirurgia. Nós trabalhamos diretamente com os cirurgiões”, afirma.

A importância da área é materializada na prevalência de doenças como gastrite, refluxo, hepatite, cirrose e inflamações intestinais, pancreatite; entre outras. “A gastrite é muito comum pelo uso frequente de fármacos que agridem o trato digestório, como anti-inflamatórios não hormonais, pela prevalência da bactéria Helicobacter Pylori, pelo consumo de alimentos considerados agressores e pelo stress, explica a professora.

Durante a graduação em Medicina, a Gastroenterologia é apresentada no quarto ano. As aulas teóricas contemplam vários temas como conceito, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento relativos às diversas afecções gastroenterológicas.

“Na parte prática, nós realizamos discussões de casos clínicos. Os alunos vão até a enfermaria, identificam algum caso, fazem a história clínica completa, exame físico e levam para debate na sala de aula”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Aumento da procura pela fertilização assistida é resultado de mudanças no comportamento dos casais

A fertilização assistida possibilita que casais com dificuldades para engravidar possam gerar um filho, além de permitir a gestação para produções independentes e homoafetivas. A técnica in vitro consiste na junção de óvulos e espermatozoides, em um ambiente que simula o das trompas e, depois, são transferidos para o útero da mãe, onde irão se desenvolver.

Prof. Dr. Newton Eduardo BussoDe acordo com o Prof. Dr. Newton Eduardo Busso, coordenador do curso de pós-graduação em Infertilidade Conjugal e Reprodução Humana Assistida da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das razões para o aumento da procura pela técnica é a mudança de comportamento dos casais, que estão decidindo ter filhos em uma idade mais avançada. “Hoje, verificamos que a mulher quer priorizar sua formação acadêmica e a evolução de sua carreira. Dessa forma, a decisão de engravidar é tomada em uma idade em que as chances são menores”, declara.

O especialista afirma que a média da primeira gravidez saltou dos 25 para os quase 30 anos. “Em linhas gerais, após os 35 anos, as chances de engravidar começam a diminuir, tanto espontaneamente quanto com os tratamentos. A média de sucesso para a fertilização in vitro é de 35% a 50%, índices que se reduzem depois desta faixa etária”, explica. Alguns dos comportamentos que também diminuem as chances de fertilização são: obesidade, consumo de álcool e cigarro, além de doenças sexualmente transmissíveis.

Para o professor, a doação e o congelamento de óvulos abrem novas perspectivas de gravidez para mulheres após os 40 anos de idade. “A mulher pode se preparar congelando seus óvulos em uma idade em que eles são mais ‘sadios’. Com isso, no futuro, ela poderá tentar engravidar ou até realizar uma produção independente com óvulos teoricamente melhores”, comenta.

O Dr. Busso reforça ainda que a tecnologia vem propiciando a gravidez a casais que, há alguns anos, não teriam a menor condição de gerar um filho. De acordo com o professor, “Quando se aumenta a possibilidade de um resultado positivo, automaticamente cresce o número de pessoas que buscam esse método. Segundo o médico, em um passado recente, homens que tinham um número muito baixo de espermatozoides não conseguiam ter filhos, nem com os tratamentos da época. “A nova técnica, que permite colocar um espermatozoide dentro do óvulo, fez com que esses homens tivessem essa possibilidade”, afirma.

Outra vertente da fertilização assistida é realizada para casais homoafetivos femininos e masculinos. O Dr. Busso cita também a gravidez independente, em que a mulher utiliza um banco de sêmen. “O homem também pode realizar a produção independente com o óvulo de uma doadora desconhecida, transferindo o embrião para o útero de uma parente sua para realizar a gestação. Isso é ético e legal”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.