Rápido diagnóstico e pronto atendimento em cardiologia são fatores fundamentais para a formação do aluno em Medicina

Dr. Roberto Alexandre FrankenAs doenças cardiovasculares são responsáveis, em média, por 29,4% das mortes registradas anualmente no país, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com o Dr. Roberto Alexandre Franken, professor titular do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, problemas cardíacos são a principal causa de óbitos no mundo e ocasionam grande número de internações.

“É importante que os estudantes de Medicina conheçam de maneira profunda o universo da cardiologia. Se não forem tratadas adequada e rapidamente, as doenças cardiovasculares podem levar à morte. Dessa forma, é importante que o aluno, que será um profissional de saúde, esteja preparado para realizar o diagnóstico e o pronto atendimento”, afirma o professor.

O Dr. Franken ressalta que entre as principais doenças do coração estão a coronariana, que se manifesta clinicamente como angina de peito ou infarto, e a insuficiência cardíaca. “Elas podem resultar de complicações causadas pela hipertensão arterial e alterações das taxas de colesterol e diabetes”, diz. O especialista alerta, ainda, para a possibilidade da existência de um componente hereditário ligado aos problemas cardiovasculares, porém as principais causas das doenças cardíacas são os hábitos e fatores secundários. “Pessoas perfeccionistas e que exigem muito de si, têm mais chances de desenvolver alguma disfunção cardíaca”, enfatiza.

O professor explica que durante o curso de Medicina, a especialidade cardiologia aborda o funcionamento do coração e da circulação, as patologias e os métodos de diagnósticos. “Além disso, são discutidos processos terapêuticos, clínicos, cirúrgicos e intervencionistas, em aulas teóricas, de simulação ou práticas realizadas nos laboratórios. O curso é bem extenso. É uma área bastante abrangente e requer dedicação dos estudantes”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 15, em 16/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ingestão contínua de álcool pode afetar o fígado, o pâncreas e o cérebro

Dra. Carmen Lucia Penteado LancellottiDe acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 1 milhão de pessoas no Estado de São Paulo sofre com o alcoolismo. No mundo, estima-se que entre 10% e 15% da população seja dependente do álcool. A Dra. Carmen Lucia Penteado Lancellotti, professora titular de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alerta que, além dos pacientes diagnosticados como alcoólatras, a ingestão regular de bebidas alcoólicas ao longo da vida, mesmo que somente em ocasiões sociais, pode causar lesões no fígado, pâncreas e até no cérebro.

“Quando o indivíduo consome uma quantidade muito grande de álcool, ocorre uma alteração no fígado chamada esteatose, com depósito de gordura nas células hepáticas. Esse processo promove uma sobrecarga muito grande no órgão e a reincidência desse hábito ocasiona uma fibrose que pode levar ao quadro de cirrose hepática”, explica a especialista.

A professora afirma que o pâncreas também é alvo dos efeitos causados pelo álcool, em função da possibilidade da pessoa desenvolver pancreatite aguda ou crônica. “Somado a isso, com o passar do tempo, o indivíduo que ingere continuamente álcool também pode apresentar um quadro de demência, afetando o sistema cognitivo, que envolve raciocínio e memória”.

Para a Dra. Carmen, as consequências do alto consumo de álcool variam de uma pessoa para a outra. “É importante nos atentarmos, ainda, ao fato do consumo precoce de bebidas por adolescentes. Os efeitos nos jovens são mais graves com possibilidades de se tornarem adultos alcoólatras, com danos cerebrais permanentes”, alerta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 15, em 16/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

“Meu maior desafio é retribuir para a Faculdade Santa Casa de SP tudo o que dela recebi”

Dr. José Mendes AldrighiFormado em Medicina, em 1971, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o Dr. José Mendes Aldrighi, atualmente Chefe e Professor Titular do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo, dá um panorama sobre suas experiências durante a graduação na Instituição de ensino e como o curso contribuiu para a evolução de sua carreira.

Boletim Conectar – Há algum fato curioso que aconteceu na época em que era aluno da Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Aldrighi – Gostaria de destacar meu trabalho como bolsista dentro da Instituição, pois antes de optar pela Medicina, um dos meus sonhos era ser arquiteto. Minha bolsa incluía um contrato para atuar no Atelier da Faculdade, junto com meu colega de turma Edgard Bolanho, exímio desenhista. Foi exatamente nesse trabalho com meu amigo Bolanho, que tive a oportunidade de desenhar pranchas de anatomia e embriologia, resgatando de uma certa forma o que gostava, desenhar. Outro fato gratificante foi conhecer minha colega de turma Jorginha, com quem me casei e formei minha família.

Boletim Conectar – Como era a sua rotina durante a graduação?
Dr. Aldrighi – Trabalhava no Atelier na hora do almoço e fora da Santa Casa após o expediente para custear meus estudos. Portanto, a rotina incluía o trabalho, a faculdade e, no tempo disponível, que era restrito, o contato com a família.

Boletim Conectar – O que motivou esta escolha?
Dr. Aldrighi – A escolha para ser médico já vinha desde a infância. Tive contato apenas com um médico que atendia minha nona e eu ficava fascinado com a postura dele no diálogo e no exame clínico que fazia. Certamente, foi aí que tudo começou.

Boletim Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu fortalecimento profissional?
Dr. Aldrighi – O curso na Faculdade Santa Casa de São Paulo foi decisivo. O contato precoce com os pacientes nas aulas de propedêutica, nas enfermarias, nos centros cirúrgicos, no pronto-socorro, conjuntamente com os professores competentes e envolvidos, bem como com os residentes que me antecederam que contribuíram decisivamente para o meu fortalecimento profissional.

Boletim Conectar – Quais são os desafios que o senhor enfrenta atualmente na carreira e que consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Dr. Aldrighi – Meu maior desafio é retribuir para Faculdade Santa Casa de São Paulo tudo aquilo que dela recebi. E, foi tudo para mim. Hoje, meu desafio é continuar me doando ao ensino que me encanta, à assistência que me gratifica e à pesquisa que valoriza a instituição Santa Casa e o Departamento de Obstetrícia e Ginecologia (DOGI).

Boletim Conectar – Quais dicas o senhor pode dar aos pretendentes ao ingresso no curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Aldrighi – Estudem e não desistam! Insistam para serem mais um dos privilegiados de adentrar ao “Palácio do Conhecimento Médico”, que é a nossa inigualável Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 15, em 16/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Com salário em destaque, área da saúde mental abre oportunidades para enfermeiros especializados

Profª Dra. Cintia Vieira GonçalesA área de saúde mental e psiquiatria vem se destacando como um interessante nicho de atuação para os profissionais de enfermagem, de acordo com a Profª Dra. Cintia Vieira Gonçales, do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “A falta de enfermeiros especializados nesse segmento gera oportunidades de trabalho associadas a uma média salarial mais alta para quem se dedica à saúde mental. Há ainda outro fator a ser considerado para a expansão desse foco de empregabilidade: a Organização Mundial de Saúde aponta que cerca de 25% das pessoas sofrem ou sofrerão de transtornos mentais ao longo da vida”, diz.

Para a especialista, os locais de trabalho para esses profissionais são muitos, tais como hospitais, ambulatórios, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS), entre outros.

“Até meados dos anos 80, a maioria dos tratamentos ocorria dentro dos hospitais, ou seja, o campo profissional para os enfermeiros era restrito à atuação junto ao paciente internado. Esse cenário se ampliou em função da atual política da saúde mental no Brasil, direcionada à comunidade, o que proporcionou a multiplicação das unidades extra-hospitalares e as chances de colocação no mercado”, explica a Profª Dra. Cintia.

Os enfermeiros especializados em psiquiatria atuam na relação clínica entre o paciente e sua família, além de promover ações para que o indivíduo tenha um ambiente propício para seu tratamento.

“Nos CAPS, ajudamos os pacientes a se inserirem na sociedade, avaliando-os individualmente. Na estratégia terapêutica em economia solidária, temos grupos de culinária e artesanato, por exemplo, em que eles recebem o dinheiro das vendas dos itens que produzem. Hoje, existem mais de 1.500 CAPS espalhados pelo Brasil e faltam profissionais especializados na área”, afirma.

Sobre os hospitais psiquiátricos, a professora diz que o foco desses enfermeiros está na interação direta com os pacientes: “Nesses locais, avaliamos diariamente as condições físicas e psíquicas de cada indivíduo e prescrevemos ações específicas para sua reabilitação em conjunto com a equipe terapêutica”.

Para formar profissionais especializados nessa área, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo disponibiliza uma especialização em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental. “O curso vem se desenvolvendo há dois anos, com experiência clínica dos alunos em setores especializados, para sua formação e ampla visão da área no Brasil e no mundo”, conclui a professora.

Para mais informações sobre a especialização clique aqui.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 16, em 30/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Professor da FCMSCSP participa de procedimento cirúrgico transmitido ao vivo pelo Hospital Santa Isabel

Procedimento cirúrgico transmitido ao vivo

O Dr. Álvaro Razuk Filho, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e médico cirurgião vascular do Hospital Santa Isabel, instituição do Complexo da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, participou de um procedimento de correção endovascular de aneurisma da aorta abdominal.

Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva que corrige o enfraquecimento da parede da aorta, maior artéria do corpo humano. A ação foi transmitida ao vivo, no dia 24 de abril, durante o Congresso Internacional de Cirurgia Endovascular (CICE 2013), que completou 10 anos e foi realizado no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista.

A cirurgia contou com a presença do Prof. Dr. Andrea Stella, renomado médico italiano, e foi assistida por mais de 70 profissionais, médicos e professores do mundo inteiro, que acompanharam essa aula prática por meio de telões. “O motivo da escolha do Hospital Santa Isabel, para a realização desse procedimento, se deve à excelência de sua equipe, especializada no tratamento desta patologia. Além disso, o novo Centro de Procedimentos Endovasculares possui um dos melhores equipamentos do país para este procedimento”, afirma o Dr. Alvaro Razuk.

O aneurisma é um inchaço da artéria que, como um balão de festa, quanto maior fica, menor se torna a espessura da parede e maior o risco de ruptura. Por ser uma doença silenciosa, é perigosa e precisa de um exame de imagem para descobri-la. Caso o aneurisma chegue a romper a veia, causa dor abdominal e sensação de pulsação na barriga, pode ocasionar hemorragia interna severa e levar o paciente a estado de choque e morte

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 16, em 30/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.