Tratamento para cura da tuberculose deve ocorrer durante seis meses ininterruptos

Dra. Maria Josefa PenonSegundo dados do Ministério da Saúde, 70 mil novos casos de tuberculose foram notificados no Brasil em 2012. Essa é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira entre pessoas infectadas pelo vírus HIV.

De acordo com a Dra. Maria Josefa Penon, professora assistente do departamento de Medicina Social e da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que um terço da população do mundo contraiu a bactéria causadora da tuberculose, porém apenas 10% irão adoecer, pois a maioria dos indivíduos consegue bloquear o processo infeccioso.

“Metade desse grupo de 10% será acometida nos dois primeiros anos após o contágio. Os outros 5% poderão apresentar a doença ao longo da vida, pois a bactéria permanece em estado latente e, em determinado momento, pode começar a se multiplicar”, afirma a professora.

A especialista explica que a bactéria mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, é transmitida por via aérea. O paciente com tuberculose nos pulmões, ao tossir, falar ou espirrar, espalha as bactérias no ar por meio de gotículas que podem chegar ao organismo das outras pessoas pela respiração. O micro-organismo se aloja em uma parte dos alvéolos pulmonares e, a partir daí, via corrente sanguínea ou linfática, pode se instalar em qualquer outro órgão ou tecido do corpo humano. “O principal sintoma da doença é a tosse. Quando alguém apresenta esse sinal por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhado ou não de febre, suores noturnos, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito, deve procurar um médico para realizar o diagnóstico, pois pode ser tuberculose”, diz.

A doença tem cura desde que tratada durante, pelo menos, seis meses ininterruptos, com quatro fármacos diferentes. “Existem pessoas que, depois de um período fazendo uso da medicação, sentem-se melhor, acreditam que estão curadas e param de tomar os remédios. Esse comportamento permite que a bactéria se torne resistente, piorando o prognóstico do caso. Esse paciente pode passar esse micro-organismo resistente a outras pessoas, dificultando o tratamento da doença. Dessa forma, a tomada dos medicamentos deve ser observada por um profissional da saúde todos os dias, garantindo a cura do indivíduo. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento correto para os infectados”, ressalta a Dra. Maria Josefa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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