Consumo de cigarro reduz expectativa de vida e afeta a saúde

Dr. Roberto StirbulovO tabagismo é um importante indicador no monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. Segundo o Prof. Dr. Roberto Stirbulov, coordenador da disciplina Sistema Respiratório da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, os principais males causados pelo consumo de cigarro são as doenças cardiovasculares, tais como infarto, acidente vascular cerebral e acidente vascular periférico, lesões que podem levar a amputação de membros do corpo humano, além da doença pulmonar obstrutiva crônica e o câncer de pulmão.

“Existem inúmeras doenças que são relacionadas ao cigarro. As mulheres que fumam, por exemplo, são mais propensas a ter câncer de mama, doenças da pele e até problemas no sistema reprodutor”, de acordo com o Dr. Stirbulov.

O especialista explica que a dependência química e psicológica causada pelo tabaco é intensa e rápida, variando sempre para cada indivíduo. “Não existe uma resposta matemática. Após 6 meses fumando, algumas pessoas têm dependência química, enquanto outras, em apenas 1 mês, já estão dependentes”, afirma.

O cigarro contém mais 5 mil substâncias que podem ocasionar a diminuição na sobrevida, indivíduos que param de fumar desaceleram essa queda. Após 5 anos sem fumar, o pulmão recupera sua constituição normal. O Dr. Stirbulov destaca que o tratamento para parar de fumar é extremamente difícil e complexo, mas possível. “Existe a abordagem cognitiva comportamental, que trata as dependências psicológicas, e a terapêutica, que reduz a síndrome de abstinência. É um tratamento que dura mais de 12 semanas e sempre precisa de auxílio médico. Essa é uma das doenças mais complexas de se tratar”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

PECA: exposição e apresentação de resultados

A Comissão Organizadora do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA 2013) realizou, em 23/5, uma exposição de fotos das atividades desenvolvidas nesta 9ª edição, no município de São Sebastião (SP), e a apresentação dos resultados obtidos com essa iniciativa. O evento contou com a participação de diretores e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, além de patrocinadores, colaboradores, alunos, autoridades e convidados do município visitado pelos discentes no mês de janeiro.

O PECA tem como principal objetivo oferecer assistência à saúde para a população local, estudar as condições de saúde da comunidade de uma determinada região, considerando a realidade sanitária e a prevalência das doenças durante o período do Projeto, e proporcionar atendimento médico à população.

Trata-se de um projeto voluntário promovido pelos estudantes da Faculdade para promover a atenção básica à saúde em seus aspectos curativo e preventivo, a toda a comunidade do município visitado. Participam regularmente do PECA os alunos dos cursos de Graduação em Medicina, em Enfermagem e em Fonoaudiologia da FCMSCSP, com o fundamental apoio de parceiros institucionais que viabilizam a realização das expedições anuais. Para assistir ao compacto das atividades desta 9ª edição do Projeto, clique aqui.

PECA 2013

Ex-aluno de Medicina, falecido em 2007, é lembrado para homenagem

AME SorocabaDr. Paulo Roberto Aguilar Carrasco, ex-aluno de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, poderá ter, em breve, seu nome associado ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Sorocaba (SP). A homenagem surge em decorrência da iniciativa de um projeto de lei, apresentado no dia 14 de maio pela deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB).

Dr. Paulo Carrasco, natural de Sorocaba, médico oftalmologista bastante conceituado por sua atuação, formou-se em 1975 na FCMSCSP e também foi residente na Santa Casa de São Paulo. Em sua cidade natal, exerceu a profissão por trinta anos. Faleceu em 29 de outubro de 2007 e teve a indicação desta importante homenagem por toda a sua contribuição, como cidadão e médico, à comunidade de Sorocaba e região.

Em breve, Medicina receberá visitantes no Portas Abertas

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Está programado para o próximo dia 25/6, terça-feira,  uma nova edição do evento Portas Abertas para interessados no curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O encontro prevê palestras sobre a área, apresentadas por professores da Faculdade, além de visitas ao complexo hospitalar da Santa Casa de São Paulo e ao Prédio da Faculdade.

Nesta edição, estão programadas também a realização do curso de ressuscitação cardiopulmonar, a simulação de uma aula de Propedêutica e a apresentação das organizações acadêmicas da FCMSCSP. A visita será iniciada às 13h, com término às 20h00. As inscrições estarão disponíveis em breve no site do Departamento Científico Manoel de Abreu: www.dcma.com.br. As vagas são limitadas e o valor de inscrição, necessário aos preparativos e à participação no evento, é de 25 reais por pessoa.

Dr. Carillo: nossas homenagens ao mestre

Faleceu nesta segunda-feira, dia 27/5, o Prof. João Carillo, que atuava no Departamento de Morfologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Deixamos aqui registrado o nosso profundo agradecimento pela convivência e por todo o aprendizado que o Dr. João Carillo nos proporcionou, esperando que seus familiares encontrem o conforto necessário para este momento tão difícil.

Nascido em São Paulo, capital, Dr. João Carillo era formado pela Escola Paulista de Medicina (1951). Trabalhou como plantonista do PS da Santa Casa durante a década de 1950. Com o advento da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, continuou trabalhando como cirurgião do INPS até completar 35 anos de trabalho e aposentar-se. Foi também auxiliar do Prof. Dino de Almeida durante 18 anos.

Dr. Carillo era professor instrutor do Departamento de Morfologia desde 1985. Seu vínculo com a instituição foi de 61 anos, sempre atuando como voluntário. Chegava ao Departamento de Morfologia às 5h15, todos os dias, e trabalhava até às 11h45.

Nestes registros de reconhecimentos a seu trabalho, a seguir, manifestamos também todo o carinho que tínhamos por ele.

Na foto à esq.: docentes do Departamento de Morfologia da FCMSCSP, com o Prof. Dr. Richard Halti Cabral, na época presidente da Sociedade Brasileira de Anatomia, quando o Dr. Carillo recebeu homenagem como Anatomista pelos 200 Anos da Anatomia no Brasil, em 2008. À dir., Dr. João Carillo recebe o Prêmio da Sociedade Brasileira de Anatomia, durante o Congresso Brasileiro de Anatomia, em outubro de 2010, na cidade de Ribeirão Preto (SP)

Na foto, à esq.: docentes do Departamento de Morfologia da FCMSCSP, com o Prof. Dr. Richard Halti Cabral, na época presidente da Sociedade Brasileira de Anatomia, quando o Dr. Carillo recebeu homenagem como Anatomista pelos 200 Anos da Anatomia no Brasil, em 2008. À dir., Dr. João Carillo recebe o Prêmio da Sociedade Brasileira de Anatomia, durante o Congresso Brasileiro de Anatomia, em outubro de 2010, na cidade de Ribeirão Preto (SP)

Portas Abertas: para conhecer melhor a carreira de Enfermagem

Professores, alunos e ex-alunos do curso de Enfermagem se reuniram na quinta-feira, dia 23/5, para receber estudantes interessados no programa de graduação oferecido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O Portas Abertas, encontro destinado a esclarecer dúvidas e apresentar as instalações da Faculdade para futuros candidatos nos processos seletivos da FCMSCSP, contou ainda com a presença da diretora do curso, Dra. Maria do Carmo Querido Avelar. O processo seletivo para a Graduação em Enfermagem estará com inscrições abertas até o próximo dia 27/6, no site www.fcmsantacasasp.edu.br.

Portas Abertas - Enfermagem

Faculdade Santa Casa de São Paulo participa da Feira de Profissões

No sábado, 25/5, alunos e professores dos cursos de Graduação em Enfermagem e Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram da 4ª Feira de Profissões do Colégio Claretiano. O objetivo foi apresentar a FCMSCSP a estudantes do ensino médio. Na oportunidade, os visitantes participaram de oficinas sobre atendimentos de emergência e prevenção ao câncer, orientadas pelas alunas e professoras do curso de Enfermagem, e ainda puderam receber orientações sobre o trabalho desenvolvido pelos profissionais do curso de Fonoaudiologia. Confira outros registros do evento na fan page da Faculdade: www.facebook.com/faculdade.santacasasp.

Faculdade Santa Casa de São Paulo

Aluno da primeira turma de Medicina da FCMSCSP fala sobre sua experiência no curso que completa 50 anos em 2013

Dr. Osmar AvanziO Dr. Osmar Avanzi, diretor do departamento de Ortopedia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, foi aluno da primeira turma do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 1963. Em entrevista ao Conectar, ele conta sobre o início da graduação na Instituição e dá dicas para quem deseja ingressar na área médica.

Conectar – Quais foram os desafios de fazer parte da primeira turma do curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Osmar Avanzi – Por sermos a primeira turma, tivemos inúmeras oportunidades de conviver com iniciativas para o desenvolvimento da Faculdade. Nós tínhamos o desafio de abrir o curso e lidar com todo aquele ambiente de expectativas dos médicos, e de todos aqueles que organizaram a Instituição. Foi um convívio extremamente proveitoso para nós. Como era uma experiência nova, em que o foco era o ensino prático desde o primeiro ano, tínhamos o aprendizado direto, diferente de outras faculdades.

Conectar – Quando o senhor decidiu ser médico?
Dr. Osmar Avanzi – Eu fui o primeiro médico da minha família. Naquela época, não havia meios para avaliar aptidões, como cursos e testes. Nós tínhamos que nos guiar pelas afinidades com determinada disciplina. Eu fui pelas minhas tendências e descobri isso aos poucos durante o ginásio.

Conectar – Por que o senhor escolheu a área de Ortopedia?
Dr. Osmar Avanzi – Para quem gosta de Medicina, é difícil escolher uma especialidade. Quando cheguei ao 5º ano, tive que optar por uma área, porém eu estava em dúvida entre Neurocirurgia e Ortopedia. Pedi um estágio de Neurocirurgia, mas logo percebi que não era o que eu queria, então fui fazer residência em Cirurgia e, assim que a terminei, fiz Ortopedia.

Conectar – Por que o senhor recomendaria a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para aqueles que querem cursar Medicina?
Dr. Osmar Avanzi – Hoje, surgem muitas faculdades de Medicina, que carecem de um hospital, porém você não pode formar um médico sem o doente. Na Faculdade Santa Casa de São Paulo, o aprendizado dos alunos ocorre no ambiente hospitalar, com profissionais como professores. A convivência com médicos, enfermeiros, técnicos e residentes é muito importante.

Conectar – Antes de ingressar no curso de Medicina, o que a pessoa deve avaliar?
Dr. Osmar Avanzi – Acredito que é preciso ter a personalidade amadurecida e pensar na rotina depois de formado. Essa é a questão que esse indivíduo tem que enfrentar. Ele deve avaliar também a qualidade da Medicina brasileira e como a saúde no Brasil é entendida. A questão da vida prática e o que ele espera de todo o investimento que irá fazer devem estar muito claros. É necessário estar convicto dos fatos reais.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 13, em 19/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Tratamento para cura da tuberculose deve ocorrer durante seis meses ininterruptos

Dra. Maria Josefa PenonSegundo dados do Ministério da Saúde, 70 mil novos casos de tuberculose foram notificados no Brasil em 2012. Essa é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira entre pessoas infectadas pelo vírus HIV.

De acordo com a Dra. Maria Josefa Penon, professora assistente do departamento de Medicina Social e da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que um terço da população do mundo contraiu a bactéria causadora da tuberculose, porém apenas 10% irão adoecer, pois a maioria dos indivíduos consegue bloquear o processo infeccioso.

“Metade desse grupo de 10% será acometida nos dois primeiros anos após o contágio. Os outros 5% poderão apresentar a doença ao longo da vida, pois a bactéria permanece em estado latente e, em determinado momento, pode começar a se multiplicar”, afirma a professora.

A especialista explica que a bactéria mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, é transmitida por via aérea. O paciente com tuberculose nos pulmões, ao tossir, falar ou espirrar, espalha as bactérias no ar por meio de gotículas que podem chegar ao organismo das outras pessoas pela respiração. O micro-organismo se aloja em uma parte dos alvéolos pulmonares e, a partir daí, via corrente sanguínea ou linfática, pode se instalar em qualquer outro órgão ou tecido do corpo humano. “O principal sintoma da doença é a tosse. Quando alguém apresenta esse sinal por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhado ou não de febre, suores noturnos, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito, deve procurar um médico para realizar o diagnóstico, pois pode ser tuberculose”, diz.

A doença tem cura desde que tratada durante, pelo menos, seis meses ininterruptos, com quatro fármacos diferentes. “Existem pessoas que, depois de um período fazendo uso da medicação, sentem-se melhor, acreditam que estão curadas e param de tomar os remédios. Esse comportamento permite que a bactéria se torne resistente, piorando o prognóstico do caso. Esse paciente pode passar esse micro-organismo resistente a outras pessoas, dificultando o tratamento da doença. Dessa forma, a tomada dos medicamentos deve ser observada por um profissional da saúde todos os dias, garantindo a cura do indivíduo. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento correto para os infectados”, ressalta a Dra. Maria Josefa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

“Vivemos as alegrias de todas as inaugurações”

Dr. Osmar CamargoEssa é a declaração do Dr. Osmar Camargo, aluno da primeira turma do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que fala ao Conectar, em mais uma entrevista especial comemorativa aos 50 anos de existência da Instituição. O médico, que atua como ortopedista do Pavilhão Fernandinho Simonsen, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, conta sobre o início das atividades da Faculdade, em 1963.

Conectar – O que o senhor pode destacar sobre a primeira turma da FCMSCSP?
Dr. Osmar Camargo – Durante os seis anos da graduação, acompanhamos a evolução da Instituição. Quando eu ingressei no curso, a Faculdade Santa Casa de São Paulo estava instalando suas salas e auditórios. Vimos a confecção do projeto arquitetônico para o recebimento dos alunos. Vivemos as alegrias de todas as inaugurações, do surgimento e contratação dos nossos professores, e, principalmente, acompanhamos a evolução da Instituição até os dias de hoje, o que foi ótimo também para enriquecer a nossa bagagem acadêmica e o orgulho de nos transformarmos em docentes.

Conectar – Quais foram as experiências adquiridas nessa fase inicial da Instituição?
Dr. Osmar Camargo – Tinha uma pressão positiva, por sermos uma nova Faculdade, na qual um sistema educacional de Medicina diferenciado foi implantado, à época, caracterizado principalmente pelo aprendizado prático associado à teoria. Aprendemos dentro de um hospital-escola desde o primeiro ano. Isso nos diferenciou das outras Instituições daquele período, inclusive serviu de modelo para as demais.

Conectar – O que influenciou o senhor na escolha pela Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Eu optei pela Medicina quando estava terminando o colegial e foi por influência de alguns parentes, que também são médicos. Eles me mostraram o valor da área médica dos pontos de vista social e assistencial. Assim, eu senti que era uma ótima opção de carreira.

Conectar – Quais são os principais desafios enfrentados na área da ortopedia?
Dr. Osmar Camargo – Um dos desafios de qualquer segmento médico é manter-se atualizado, em função da forte carga de trabalho e da falta tempo para fazer uma leitura contínua de novas informações científicas. Cursos de reciclagem também são extremamente necessários.

Conectar – O que deve ser avaliado antes de ingressar na Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Perceber se há vocação para se dedicar a um curso que tem duração mínima de seis anos. A pessoa precisa ter aptidão a abraçar uma grande quantidade de conhecimento e também desenvolver uma visão humanística de servir ao próximo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.