Ambulatório Social: iniciativa de alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Neste sábado, dia 23 de março, alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizarão o Ambulatório Social. O objetivo é atender a população de baixa renda. A iniciativa ocorre a partir das 9h, na Paróquia Santa Cecília (Largo Santa Cecília, 202), em São Paulo (SP). A ação é idealizada pelo Projeto dos Primeiro-Anistas (PIPA) e integra as atividades de recepção dos calouros à Instituição.

Ambulatório Social - FCMSCSPCom a supervisão de médicos e residentes do Hospital de Ensino da Santa Casa de São Paulo, os estudantes da Faculdade irão proporcionar à comunidade um panorama sobre a sua condição de saúde, além de fornecer informações e orientações. “É um evento muito importante, pois as pessoas terão acesso a exames básicos. Somado a isso, os primeiro-anistas terão a oportunidade de exercer na prática ações que são fundamentais ao aprendizado do profissional da área médica”, diz João Pedro de Souza Cabral Simões, aluno do 3º ano do curso de Medicina e integrante da coordenadoria cultural do Centro Acadêmico Manuel de Abreu (CAMA).

Durante a iniciativa, os pacientes preencherão uma ficha de inscrição e serão direcionados a seis estações, que prestarão atendimentos diferentes:
– Identificação do paciente;
– Teste de glicemia;
– Medida de altura e de peso dos pacientes (cálculo do IMC);
– Aferição de pressão arterial;
– Orientações ginecológicas para as mulheres;
– Orientações gerais, em que o paciente terá uma visão sobre seu estado de saúde.

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Gripe é tema de evento realizado pela Faculdade Santa Casa de São Paulo

Confira reportagem apresentada pela TV Brasil sobre as consequências da gripe H1N1. Tema foi debatido em evento promovido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com a Sanofi Pasteur.

Aumenta expectativa de vida de pessoas com Síndrome de Down

Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down. No passado, sua expectativa de vida era, em média, de 20 anos. Em virtude do avanço dos tratamentos médicos, existem hoje casos de indivíduos que chegam e ultrapassam os 60 anos.

Dra. Sandra PiresDe acordo a Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das principais causas da morte precoce era a cardiopatia, disfunção no coração que acomete 60% dos nascidos com Síndrome de Down. “Antigamente, as crianças ficavam dependentes de remédios e acabavam tendo uma expectativa de vida muito baixa, pois não existia estrutura médica capaz de reverter o quadro cardiopático. Hoje, a operação para corrigir esse problema acontece nos primeiros anos de vida”, diz.

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante da presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso, também é conhecida como trissomia 21. A maioria das pessoas com o problema apresenta a denominada trissomia 21 simples, o que significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido trissomia simples ou não-disjunção. Existem mecanismos que levam à ocorrência da trissomia do cromossomo 21: mosaicismo, que ocorre quando a trissomia está presente somente em algumas células e, por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.

Segundo a doutora, pessoas com Síndrome de Down devem ter o acompanhamento de um médico clínico, endocrinologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e terapia ocupacional. “O psicólogo também é importante, principalmente, para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta”, afirma.

A professora explica que pessoas com Síndrome de Down podem ter filhos, porém, há uma preocupação entre os especialistas uma vez que o déficit cognitivo da pessoa com Síndrome de Down pode interferir nesse processo. “Não existe a compreensão clara das situações, pois, pelo prejuízo intelectual, eles podem não apresentar a maturidade necessária para terem um relacionamento sexual com os seus devidos cuidados, nem a percepção clara das responsabilidades de se gerar um filho”, analisa.

A especialista destaca que, quando um dos membros do casal apresenta o problema, existem 50% de chances de a criança nascer com a Síndrome. Já se o pai e a mãe tiverem a alteração, as probabilidades chegam a 80%.

No que diz respeito ao mercado de trabalho, a Dra. Sandra informa que as empresas estão abrindo espaços para eles e há relatos de pessoas que chegaram a cursar faculdade. “Há muitas oportunidades profissionais em cargos auxiliares, por exemplo, porém com algumas restrições nas atividades a serem exercidas”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 13, em 19/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

Projeto Colinho leva carinho e afeto a crianças hospitalizadas

Idealizado pelos alunos do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o Projeto Colinho tem uma missão especial: oferecer conforto afetivo, alegria e carinho, além de descontrair com brincadeiras as crianças internadas ou que passam por algum procedimento médico no Departamento de Pediatria da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Dessa forma, a iniciativa tem como objetivo amenizar eventuais traumas gerados pela presença da criança no hospital e reduzir a ansiedade dos pequenos, no desejo de voltar rapidamente para casa.

Para participar como voluntário do Projeto Colinho, aberto para toda comunidade, serão realizados uma avaliação prévia e um curso preparatório no dia 20 de março, às 14h, na Faculdade.

Projeto Colinho

De acordo com Glenda Veríssimo, uma das coordenadoras do projeto e aluna do 4º ano do curso de Enfermagem da FCMSCSP, essa ação busca tornar o ambiente hospitalar menos hostil e mais humanizado, além de colaborar na realização das atividades da equipe de enfermagem. “Ajudamos também os pais e acompanhantes, cuidando das crianças enquanto eles precisam sair para algum compromisso”, afirma a estudante.

Glenda explica que, durante as visitas, os participantes do projeto usam narizes de palhaço e jalecos azuis para se diferenciarem da roupa branca dos médicos. “As crianças e os adultos adoram esse visual. Inclusive, acreditamos que o afeto e o carinho contribuem para a melhora dos pacientes. É um trabalho muito gratificante”, diz.

As inscrições para o curso introdutório custam 10 reais. Os interessados deverão comparecer na Faculdade Santa Casa de São Paulo, no dia do curso, portando quatro fotos no tamanho 3×4 e cópias do RG, comprovante de residência, carteira de vacinação, uma declaração médica atestando a capacidade física para a participação na iniciativa e 35 reais para a confecção do jaleco.

Para os alunos da Faculdade são necessários apenas uma foto 3×4 e 35 reais para o jaleco.

Serviço:
XII Curso Introdutório do Projeto Colinho
Data: 20 de março de 2013
Hora: 14h
Local: Anfiteatro Prof. Dr. Emilio Athié
Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – Vila Buarque.
Informações: projeto_colinho@yahoo.com.br


Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 13, em 19/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

Prescrito por médico radiologista, meio de contraste em ressonância magnética é seguro para a realização do diagnóstico por imagem, diz especialista

Dr. Homero MeloUtilizada para o diagnóstico de alterações morfológicas e funcionais e no acompanhamento de doenças preexistentes, a ressonância magnética se tornou um dos exames mais presentes e importantes na avaliação dos quadros clínicos dos pacientes. De acordo com o Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, “uma das explicações para o uso recorrente deste procedimento está ligado ao fato do meio de contraste aplicado ser o mais seguro dentre os utilizados no diagnóstico por imagem quando comparado com aos métodos que utilizam raios-X, por exemplo. Além disso, com o avanço tecnológico e o investimento dos fabricantes, os equipamentos têm se tornado mais rápidos na execução dos exames e mais confortáveis aos pacientes”, diz.

Segundo o Dr. Melo, antes de realizar o procedimento, o paciente passa por uma avaliação médica e, com base nessas informações, será inserido em um protoloco de exame. Nessa etapa, é decidida a necessidade ou não do uso do meio de contraste. “A pessoa será posicionada no equipamento de ressonância de acordo com a região a ser estudada. Para o paciente, a única indicação de que o exame está sendo realizado é a emissão de ruídos altos. Para isso, é entregue um protetor de ouvido”, afirma.

O diretor explica que, nas análises de radiodiagnóstico, as imagens estão na chamada “Escala de Cinza” que vai do branco ao preto. Os meios de contraste são usados para aumentar a diferença entre os tecidos e permitir a melhor visualização dos órgãos do corpo. “Vale ressaltar que para cada método de imagem existe um contraste específico, com propriedades físicas e químicas totalmente diferentes. Por exemplo, na ressonância magnética, ele é baseado no gadolínio, já na tomografia computadorizada, utiliza-se o iodo”, conta.

Os meios de contraste são classificados como um produto farmacêutico e, por isso, seguem todas as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Sobre o risco que esse método oferece, o acadêmico destaca: “como todo fármaco, a substância deve ser prescrita por um médico radiologista, que verifica, de acordo com a indicação do exame, a necessidade de sua administração. Da mesma forma que estamos sujeitos a uma reação alérgica a determinado medicamento, alimento ou produto industrializado, existe uma possibilidade de se apresentar alergia após a utilização de um meio de contraste”.

O especialista ressalta ainda que as indústrias farmacêuticas investem em novas formulações para tornar essas substâncias cada vez mais seguras. “Para cada tipo de meio de contraste há contraindicações, por exemplo, algumas doenças respiratórias, insuficiência renal, alergias anteriores, entre outras. Enfatizo que existem possibilidades de risco, mas que não implicam necessariamente que o paciente não possa realizar a chamada fase contrastada. A decisão fica a critério da equipe médica que irá avaliar o risco-benefício”, analisa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 12, em 5/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

 

“Tenho orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo”

Dr. Tsutomu AokiEsta declaração é do Dr. Tsutomu Aoki, professor adjunto de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que também atua como presidente da Comissão de Ética Médica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Chefe da Clínica de Infertilidade Conjugal da Santa Casa de São Paulo. Em entrevista ao Conectar, o Ex-Santa, fala sobre sua formação na Instituição de ensino e como o conhecimento adquirido é aplicado em sua carreira como professor e médico.

Conectar: O que o senhor pode relatar de sua graduação na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Ingressei no curso de Medicina, em 1966, e me formei em 1972, na turma V. Tinha o sonho de ser médico e a Instituição me forneceu todos os subsídios para concretizá-lo. A Faculdade vinha com um projeto inovador, em que o aprendizado era realizado junto ao paciente. Foi a primeira a instituir o regime de internato para o quinto e sexto ano. Essa foi umas das razões da minha escolha, além, claro, de considerar a tradição da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: O que motivou o senhor a escolher o curso de Medicina?
Dr. Aoki: Quanto eu era adolescente li um livro chamado “A Cidadela”, do autor Archibald Joseph Cronin, que relatava a história de um médico que se formou em Londres e foi para o Norte da Grã Bretanha para trabalhar no campo. Como sou da cidade de Lins, localizada no interior de São Paulo, sempre me imaginei que como médico, na Faculdade Santa Casa de São Paulo, poderia aprender tudo sobre a área, retornar ao campo e trabalhar pela comunidade. Não fui para o interior, mas trabalho como se tivesse ido, em tempo integral na nossa Santa Casa.

Conectar: Como era atuar em uma época em que não existiam grandes recursos tecnológicos?
Dr. Aoki: Imagine que em 1972, ano de minha formatura, não existia nem ultrassonografia, cujo primeiro aparelho chegou a São Paulo no ano de 1973, nem ressonância magnética e endovascular. Iniciava-se a endoscopia ginecológica – laparoscopia, histeroscopia e salpingoscopia que, a partir de 1985, viria a ser a videoendoscopia, utilizada até os dias de hoje. Nessa época fui convidado a trabalhar na infertilidade conjugal. Ao longo desses 40 anos de carreira, tive a oportunidade de realizar quase todos os tipos de cirurgias de infertilidade e reprodução assistida, tendo o privilégio de acompanhar toda a evolução desse setor médico.

Conectar: Como é ser professor de uma Instituição em que o senhor foi aluno?
Dr. Aoki: Eu adoro estar em contato com os alunos e dividir com eles o que eu aprendi na Faculdade e em minha carreira. Quero reforçar que o atendimento médico não deve ser restrito somente do ponto de vista físico, mas também do emocional, do social e do espiritual. Eu estimulo os meus alunos a terem uma visão holística do paciente para o diagnóstico e conduta terapêutica. É assim que eu enxergo o exercer da Medicina. Tenho muito orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: Qual mensagem o senhor gostaria de deixar aos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Amanhã, serei cuidado por esses alunos, no sentido genérico. Todos eles devem ter a consciência de que estão em uma das melhores Faculdades do país. Para vencer na carreira, só depende da vontade individual, com dedicação total aos estudos, aos pacientes, especializando-se e ter paixão pelo que faz.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 12, em 5/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br