Alunos da Faculdade Santa Casa de SP participam do projeto Calouro Cidadão

No sábado, 23/2/2013, estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo visitaram o bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, em apoio ao projeto Calouro Cidadão (Rede Globo). A ação integrou as atividades desenvolvidas pelo Centro Acadêmico Manuel de Abreu (CAMA) como forma de recepção aos calouros da Instituição. Confira um resumo desta participação em reportagem exibida pelo SPTV 2ª Edição:

Concerto beneficente: “As quatro estações portenhas, de Astor Piazzolla”

Convite Pró-Ela

Em março, a Santa Casa de São Paulo realizará, em parceria com a Art Invest, o concerto beneficente “As quatro estações portenhas, de Astor Piazzolla”, executado pela Orquestra Cantilena Ensemble, liderada por Maria Fernanda Krug. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é uma das apoiadoras desta iniciativa.

Será no dia 5, às 20h30, na Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16, Centro – São Paulo (SP). O ingresso pode ser adquirido por solicitação ao e-mail contato@proela.org.br ou tel. (11) 3598-4260.

Toda a verba arrecadada reverterá em benefício do Projeto Pró Ela, cujo objetivo é humanizar o atendimento às pacientes do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo.

Para mais informações, acesse: proela.org.br

 

 

Dr. Osmar Monte, vice-diretor da Faculdade, reflete sobre o papel do professor

Está na hora de “aprender a aprender”

*Por Dr. Osmar Monte

Poucas pessoas sabem, mas vestes talares, de uso característico pelos clérigos, têm sua origem nos trajes sacerdotais da antiga Roma. No ambiente acadêmico, fazem parte do cerimonial, sendo adotadas pelas universidades europeias a partir do século XIII, com o aparecimento da figura do reitor. Símbolo de poder e de posição hierárquica, as vestes talares têm o objetivo de destacar as pessoas que as utilizam das demais, dando-lhes especial representatividade. No Brasil, as vestes talares foram herança da Universidade de Coimbra. São formadas por 3 peças: a Samarra usada sobre a beca preta, o Capelo usado sobre a cabeça e o colar doutoral.

samarrasAs Samarras são específicas nas cores das áreas do conhecimento. A de cor branca é exclusiva do reitor e a dos doutores na cor de sua área do conhecimento. Essas são algumas das representações da importância dos acadêmicos. Aproveitamos esse momento para fazer uma reflexão: como definir a palavra professor?

Segundo o Dicionário Aurélio, professor é aquele que professa ou ensina uma ciência, arte ou técnica. Poderíamos dizer também que esse profissional, por conhecimento adquirido ou experiências vividas, pode ser mentor ou orientador para outras pessoas que desconhecem os fatos, acontecimentos ou os conhecimentos dos mais variados ramos da ciência.

O professor necessita conhecer profundamente o que leciona e os conhecimentos científicos básicos da matéria que ministra. Procurar bibliografias atualizadas, ler e estudar continuamente. A informação hoje fica ultrapassada em pouco tempo.

O conceito de professor sempre esteve associado ao saber. Na representação social, o bom acadêmico é aquele que domina o conteúdo e o sabe transmitir, e, ainda, para exercer sua função, é necessário que esteja em sala de aula, ou algum outro espaço físico que a substitua. Portanto, nesta visão, para adquirir conhecimentos, o aluno necessita frequentar uma escola e ter “bons” professores.

No entanto, com o avanço da tecnologia da informação, o conhecimento vem se desvinculando do espaço físico chamado escola e da figura do professor. Televisão, aberta ou por assinatura, vídeos, softwares multimídia e internet, estão levando a informação para além dos muros da escola.

Pensando na informática, em especial na web, podemos dizer que o conhecimento passou a morar na ponta dos dedos de qualquer cidadão. Esta transformação social leva-nos a repensar a atividade do professor.

A internet vem ocupando lugar de destaque entre as novas tecnologias, não sem motivos. Uma de suas características é a facilidade e rapidez com que a informação é disponibilizada. Uma pesquisa, pode ser divulgada logo após sua finalização, e milhares de pessoas terão acesso à ela logo em seguida. Na área médica, temos como resultado a possibilidade de um profissional saber hoje tudo o que foi descoberto ontem, sem ter que esperar a publicação da pesquisa em revistas especializadas, que, geralmente, possuem tiragens periódicas.

A liberdade de expressão que a internet oferece é outro fator a ser considerado. Se antes as editoras decidiam o que seria, ou não, publicado e divulgado, hoje, temos uma infinidade de artigos, poesias, contos e relatos de experiências disponíveis na web. Outra vantagem é que na rede não é necessário esperar nova edição para acrescentar ou atualizar dados, isto é feito de forma imediata, e no número de vezes necessário.

Na educação, a internet pode ser vista como uma poderosa ferramenta na mão de alunos e professores. No entanto, o acadêmico deve pensar diante de tão poderosa ferramenta, qual papel ele irá agora representar.

Poderíamos pensar que será apenas um papel coadjuvante, mas estaríamos errados, pois é passado ao professor o papel muito mais difícil que é o de ser orientador, o de guiar o aluno rumo ao conhecimento correto e isso depende de seu próprio conhecimento e experiência, fatos inatos da profissão.

Podemos afirmar que o conhecimento está em uma grande nuvem, podendo ser acessada por qualquer pessoa, mas a partir do momento que o aluno tem em suas mãos uma ampla fonte de informações, não cabe mais ao professor transmitir o que sabe, mas ajudá-lo a localizar o que precisa. Diante de tanto conteúdo é necessário que o estudante aprenda a distinguir o que é importante, necessário e tem valor, para que informações transformem-se em conhecimento. O aluno deve encontrar no professor o apoio para “aprender a aprender”.

A mudança de papel nem sempre é fácil ao professor, acostumado a oferecer um conteúdo por ele dominado. Na rede, o aluno pode descobrir assuntos não listados no currículo, obrigando o professor a “pesquisar e trazer a resposta na próxima aula” um número cada vez maior de vezes. O medo de o aluno ter mais informações que ele próprio assusta, pois ainda está acostumado a ser o dono do saber.

A educação, que antes hierarquizava conteúdos e exigia pré-requisitos, hoje precisa conviver com a não linearidade, pois atualmente o hyperlink dá ao aluno a possibilidade de decidir por quais caminhos navegar. A internet permite que a pessoa se envolva com determinado assunto em ritmo e interesse próprios. O conhecimento que antes vinha na sequência “família, escola, universidade”, agora pode partir de qualquer lugar como, por exemplo, pesquisar um animal e chegar a escritores, passando pelas páginas do habitat, habitantes, história, cultura e literatura. Além disso, o computador permite ter várias janelas de conhecimento abertas simultaneamente.

Desta forma, o conhecimento não será obtido na inércia de um aluno frente a um livro, mas na sua interação com textos, imagens, sons e vídeos. A interpretação individual sobre um tema é que o levará a decidir por qual hyperlink continuar navegando, fazendo com que necessidades e interesses individuais sejam considerados.

Neste momento, o professor também é aluno diante das novas tecnologias, tornando-se necessário que ele aprenda a utilizá-las para que possa fazer uso com seus alunos. Na realidade, o professor deve desaprender a ensinar para aprender a aprender junto de seus alunos.

Dr. Osmar Monte

O professor tem que saber o porquê da escolha da profissão. Ser esse profissional requer: dedicação, atenção constante aos pontos formativos de nossa conduta, domínio da vontade para dar o exemplo, maturidade emocional, fundamentação pedagógica das atitudes que toma, respeito aos pontos discordantes, não se esquecer das diferenças individuais, fazer do trabalho escolar uma unidade de ação e não um inoportuno individualismo de ação.

Agora refletimos sobre o que escreveu Sir Isaac Newton:

“Se vi mais longe, foi por me haver colocado nos ombros de gigantes”.
(Sir Isaac Newton, 1643-1727)

Enfim, o que é ser um professor? A resposta deve ser encontrada em cada um de nós.

*Dr. Osmar Monte é vice-diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Faculdade abre inscrições para pós-graduação em Enfermagem em Centro Diagnóstico

Prof.ª Dra LúciaEstarão abertas até o dia 7 de março as inscrições para a pós-graduação lato sensu em Enfermagem em Centro Diagnóstico oferecida pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O programa tem como objetivo transmitir aos enfermeiros conhecimentos técnico-científicos para atuação especializada na área de diagnósticos, em suas diversas modalidades e níveis de complexidade.

De acordo com a Profª Dra. Maria Lúcia Alves de Sousa Costa, coordenadora do curso, a evolução tecnológica tem ocasionado mudanças constantes na técnica dos exames, o que gera a necessidade de profissionais qualificados. “Existe um crescimento na demanda por serviços de diagnóstico, principalmente em prevenção e análise precoce. Com isso, há a ampliação da oferta de instituições que prestam esses serviços, havendo a procura por enfermeiros cada vez mais capacitados”, diz.

Promovido em parceria com o Instituto Fleury, organização comprometida com projetos educacionais, sociais e de pesquisa, o curso proporciona aos alunos a oportunidade de entrar em contato com a realidade do mercado, por meio de visitas técnicas a centros de diagnósticos de referência, de estágios que permitem a realização de atividades práticas, e pela análise crítica do contexto da especialidade. “O aluno terá aulas expositivas dialogadas com profissionais atualizados e experientes, além de participar de discussões sobre legislação e ética”, afirma a Profª Dra. Maria Lúcia.

A pós-graduação em Enfermagem em Centro Diagnóstico atende também a outros objetivos específicos como:

– Fornecer subsídios técnicos e científicos para a assistência de enfermagem sistematizada ao cliente submetido a exames diagnósticos laboratoriais, endoscópicos, por imagem, anátomo-patológicos e outros exames especializados;

– Discutir a assistência de enfermagem no preparo e realização de exames diagnósticos, bem como na prevenção e detecção precoce de possíveis riscos e complicações;

– Analisar a inserção do enfermeiro na equipe interdisciplinar e sua atuação no gerenciamento da equipe de enfermagem;

– Capacitar o enfermeiro para elaboração e participação em protocolos de atendimento ao cliente, família e comunidade, buscando a satisfação do cliente;

– Discutir as tendências atuais e futuras dos recursos diagnósticos; e

– Oferecer elementos para a produção de novos conhecimentos na área de enfermagem em exames diagnósticos, respeitando princípios éticos e legais.

As aulas acontecerão às terças e quintas-feiras, das 18h às 22h, e aos sábados (somente no 2º e 4º de cada mês), das 7h às 13h00. Conheça mais detalhes no site da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo:clique aqui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

FAP 2013: atenção ao prazo

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), por intermédio de sua Comissão Científica, selecionará até 15 de fevereiro de 2013, próxima quinta-feira, propostas para apoio ao desenvolvimento de projetos de pesquisa que receberão verba do Fundo de Amparo à Pesquisa (FAP) da Instituição, patrocinado pela Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade.
FAP 2013

Os docentes da FCMSCSP podem checar nos links abaixo a íntegra do edital, formulário de inscrição e formulário de materiais. O FAP tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos, coordenados por docentes da Faculdade que, concluídos, devem ser divulgados mediante publicação em revistas indexadas. A Faculdade considerará estratégicos os projetos relacionados às linhas de pesquisa constantes dos Grupos de Pesquisa.

Informações e inscrições, com Maristela Sinkevicius – (11) 3361-7333 ou maristela.sinkevicius@fcmsantacasasp.edu.br.

Saiba o que é a Neurociência

Dra. CarlaTieppo

A Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, participou em 4/2 do programa Espaço Online, na Jovem Pan.

Na oportunidade,  falou sobre Neurociência, estudo responsável pelo nosso sistema nervoso, como se desenvolve, como funciona e como é diferente entre indivíduos e espécies.

 
Confira a íntegra da entrevista nos vídeos disponíveis no link da emissora. Clique aqui para assistir.

 

Infecções por HPV acometem cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil

Dra. Luisa Lina VilaO HPV (Papilomavírus Humano) provoca, em média, 250 mil mortes por câncer de colo do útero a cada ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Dra. Luisa Lina Villa, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, a doença também pode causar câncer no pescoço, vagina, pênis e ânus. A Dra. afirma que: “Informações do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, e projeções de estudos epidemiológicos, apontam que no Brasil há cerca de 30 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Por ano, surgem 20 mil novos casos de câncer do colo de útero, causando a morte de oito mil mulheres, pois elas são diagnosticadas tardiamente”.

O vírus é causador de tumores benignos e malignos e pode ser transmitido pelo contato, sendo a relação sexual a principal forma de transmissão. As áreas mais atingidas são: o colo do útero, ânus, pênis, vulva, paredes internas da vagina, além da cavidade oral e orofaringe. Nas mulheres, além das verrugas genitais – que também acometem os homens –, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, responsável pelo câncer do colo uterino.

De acordo com a Dra. Luisa, o uso do preservativo não protege o indivíduo totalmente, pois outras partes do corpo ficam expostas. Ela destaca, ainda que: “a melhor forma de prevenção é se vacinar. A droga protege a pessoa do vírus que causa a maioria das verrugas e também 70% dos cânceres de colo de útero, 50% de pênis e vulva e quase 80% da doença no ânus”.

Sobre os sintomas, a professora explica que, em algumas semanas após contrair o vírus, poderão surgir papilomas ou verrugas, que apesar de benignas são altamente contagiosas. “Além disso, sinais como o prurido nas áreas genital ou anal, dor na relação sexual e sangramento devem levar o indivíduo a se consultar com um médico. Porém, às vezes, não há nenhum indício, então, as pessoas continuam transmitindo o vírus”, comenta.

Dra. Luisa afirma que, de acordo com estudos científicos, está comprovado que homens e mulheres, de nove a 26 anos, devem tomar a vacina. Não há tratamento para o HPV, o indivíduo deve observar as infecções, sendo que, mais de 80% delas, são eliminadas espontaneamente. “Muitas pessoas estão infectadas e não vão apresentar doença alguma. Já outras podem desenvolver algum tipo de tumor maligno ao longo de vários anos. As visitas regulares ao médico são uma ótima forma de saber se o HPV adquirido causou algum problema. Caso apareça alguma verruga ou tumor, há tratamentos que geram grande possibilidade de cura, desde que a detecção seja precoce. A melhor forma de prevenção é a informação”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br