Autoridade mundial sobre política de regulação de álcool faz palestra na FCMSCSP

David Jernigan, professor da Boston University School of Public Health e uma das grandes autoridades mundiais sobre políticas de regulação do álcool, ministra palestra, dia 21 de junho, das 14h às 16h00, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). A promoção do encontro é da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O Prof. David Jernigan participará também de evento no CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) ainda neste mês. A palestra será no Auditório Dr. Christiano Altenfelder, 4º andar, Prédio Novo, localizado na R. Dr. Cesário Mota Júnior, 112 – Vila Buarque, São Paulo – SP.

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FCMSCSP promove seminário sobre Imunoterapia através da tecnologia CAR-T

Dra. Patrícia Rozenchan

Na próxima quarta-feira, dia 13/6, das 12h às 13h30, o Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará a palestra Imunoterapia através da tecnologia CAR-T, ministrada pela Dra. Patrícia Rozenchan, pesquisadora da Celluris, empresa que tem como principal objetivo desenvolver o tratamento de tumores hematológicos e sólidos no Brasil através da linha de imunoterapia – CAR-T, terapia bastante promissora, em clinical trials avançados ao redor do mundo

O encontro será realizado na Sala 11 da Técnica Cirúrgica e é coordenado pela Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.

Artigo: DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO – 09/06

Artigo: DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO – 09/06/2018

Profa Rosemeire dos Santos Vieira

A inoculação proposital de microrganismos em seres humanos (mecanismo de ação das vacinas) não é recente na história da humanidade. Existem relatos dessa prática por parte dos primeiros jesuítas no Brasil (Brasil, 2018).

As vacinas são eficazes para produzir imunidade contra inúmeras doenças, muitas das quais têm sido erradicadas e controladas.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações, criado em 1973, representa um instrumento para proteger a população brasileira contra doenças que podem ser evitadas com o uso de imunobiológicos. Atualmente, o Brasil tem o calendário vacinal gratuito mais completo entre os países em desenvolvimento, e é referência mundial na área de imunização (Brasil, 2033).

O Dia Mundial da Imunização, 09/06, tem a proposta de destacar a importância da prevenção de doenças infecciosas por meio da vacinação para todas as idades, sejam crianças, adolescentes, idosos ou adultos, mesmo gestantes.

Geralmente, os pais começam seguindo atentamente o preenchimento da carteirinha de vacinação a cada dose recebida pela criança, mas depois esse documento acaba esquecido ou até perdido, ainda que deveria ser preservada por toda vida.

É fundamental que a população saiba que as vacinas são seguras e podem prevenir doenças potencialmente mortais. As reações causadas pelas vacinas são raras e podem ser tratadas em sua maioria.

Rosemeire dos Santos Vieira é professora do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Referências

Brasil. Centro Cultural do Ministério da Saúde. A história das vacinas: uma técnica milenar. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/pdf/m7.pdf. Acessado: 04/06/2018.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 236 p.

OPAS/OMS. Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde. Dia Mundial de Vacinação. Disponível em: https://www.paho.org/bireme/index.php?option=com_content&view=article&id=237:semana-mundial-da-imunizacao-2014&Itemid=183&lang=pt

Confira o raio-X do cigarro no mês do Dia Mundial sem Tabaco

O tabagismo com certeza pode ser considerado um dos maiores maus do século XX e XXI. Para se ter uma ideia, calcula-se que 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Apesar de um mal conhecido, o cigarro é o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários, ou seja, dos 1,3 bilhão de fumantes regulares no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro.

Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de cinco milhões de mortes acontecem todos os anos no mundo devido ao tabagismo. A OMS considera o uso do tabaco uma doença epidêmica e que se assemelha ao uso de drogas como a cocaína, porém, sua comercialização continua sendo amplamente legalizada em todos os lugares do mundo, devido ao tamanho da indústria do cigarro em si e o dinheiro movimentado na plantação e venda do tabaco.

Relacionado a mais de 50 tipos de doenças, o tabagismo provoca uma série de problemas para os usuários, afetando questões físicas, sociais e mentais. No dia 31 de maio, dia em que se celebra o Dia Mundial sem Tabaco, é necessário que profissionais da saúde conscientizem seus pacientes quanto aos atuais números do cigarro: causa 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema e 25% das mortes por derrame cerebral.

Números do tabagismo no Brasil vão na contra mão de dados mundiais

Segundo a OMS, apesar de todos os esforços e desenvolvimento de políticas públicas contra o consumo de tabaco em todo o mundo, o número de fumantes no globo aumentou cerca de 5% nos últimos anos. Já no Brasil os esforços contra a publicidade e as políticas antifumo antifumo instauradas parecem estar dando resultado.

Mesmo com números alarmantes, já que nosso país é o 8° colocado no ranking mundial de fumantes absolutos, o Brasil tem um quadro positivo na análise de estatísticas da área nos últimos 25 anos. Ao longo deste período, a percentagem de fumantes diminuiu de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres, o que representou uma queda de quase 40% no número de fumantes totais (dados do INCA).

A queda no consumo do tabaco se deve a um conjunto de fatores e políticas públicas desenvolvidas no setor: impostos mais altos, o que eleva o preço do cigarro e a restrição ao tabaco em lugares fechados (lei antifumo vigente há mais de 6 anos) foram os dois principais fatores que ocasionaram a redução do consumo de tabaco. Além destas duas principais frentes, alertas e informações sobre os efeitos negativos do cigarro em escolas, universidades, jornais, e nos próprios maços de cigarro são ações positivas que melhoraram os números nacionais.

Mais do que números positivos no número total de fumantes, o Brasil está apresentando melhoras no assunto como um todo: houve uma redução de 34% do número de fumantes passivos além do aumento na idade de experimentação do cigarro, que agora é de 16 anos. Apesar de o panorama poder ser considerado ‘bom’, o cigarro ainda é a segunda droga mais vendida no Brasil, perdendo apenas para o álcool.

Phillip Morris, cigarro eletrônico e o fim do cigarro. Qual o futuro da indústria tabagista?

No começo do ano a maior fabricante de cigarros do mundo, a Phillip Morris, anunciou que deixaria de comercializar seu principal produto no Reino Unido. A propaganda da gigante do tabaco assustou o globo, além de derrubar as ações da empresa e deseus concorrentes. Na ocasião, a fabricante do Malrboro deixou claro que seus investimentos passariam a ser em produtos originários do tabaco que causassem menos prejuízos à saúde de seus usuários. Na época, a principal aposta da Phillip Morris eram os cigarros eletrônicos.

Passados quatro meses do anúncio, parece que as previsões da empresa não estavam tão certas assim. De acordo com comunicado divulgado pela empresa no mês passado, a adesão de fumantes a dispositivos alternativos ao cigarro foi menor do que o esperado, o que irá demandar uma revisão nos planos. O erro de cálculo e a postura ‘politicamente correta’ da Philip Morris custou caro, as ações da empresa caíram 15,6% no dia do anúncio, o que representou uma perda de US$ 24,5 bilhões de seu valor de mercado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 126, em 11/5/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Seu pronto socorro está preparado para o outono e inverno?

Todos os anos no período de março a julho hospitais públicos e privados têm o mesmo problema, enfrentar o outono e inverno. Essas duas estações do ano são marcadas por oscilações bruscas de temperatura e baixa umidade do ar, o que acaba acarretando uma série de problemas respiratórios e vasculares na população, principalmente em idosos e crianças.

Apesar de o problema persistir há vários anos, a comunidade médica e os outros profissionais envolvidos no dia a dia de um hospital ainda não conseguem chegar a uma ‘estratégia ideal’, já que a variação de doenças, quantidade de pacientes atendidos e surtos epidemiológicos variam de ano para ano, não atendendo um padrão ou lógica.

Por esse motivo, muitas vezes grandes hospitais privados e públicos não conseguem se preparar adequadamente para essa época do ano. As medidas adotadas giram em torno de espaço físico e preparação de equipe, dois fatores essenciais para melhorar o atendimento em uma unidade de emergência que recebe centenas de pessoas diariamente.

Para o Prof. Dr. Paulo Roberto Cavallaro Azevedo, professor de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e médico assistente da Santa Casa de São Paulo, ‘a maior preparação que podemos fazer dentro de um pronto socorro é treinar a equipe médica como um todo. O objetivo de um treinamento bem feito deve visar a separação de pacientes que estão passando por uma emergência de fato aos outros que estão ali buscando outros tipos de tratamento’.

De acordo com o Dr. Paulo, esta separação deve ser feita com base em ‘alertas’ criados nos questionários de atendimento das unidades de emergência e orientação aos enfermeiros, que normalmente trabalham na triagem dos pacientes. A partir de perguntas específicas e treinamento adequado, esses profissionais direcionam os pacientes com maior necessidade a um atendimento mais rápido.

Pronto socorro além do inverno. Como instituições de saúde procuram diminuir atendimento de urgência.

Indo um pouco além do outono e inverno, épocas críticas para qualquer PS, atualmente está em pauta a mudança de gestão e atendimento destes centros médicos. ‘Mais do que nos preparar para o outono e inverno, a comunidade de saúde deve tentar uma mudança de cultura da população em geral: atualmente, devido ao temor de não arrumar um médico especialista no sistema público de saúde ou demorar demais no atendimento, a população em geral acaba procurando as unidades de urgência, o que acaba acarretando em uma série de problemas, como superlotação e atendimento ineficiente para quem realmente precisa’, afirma o professor.

Para evitar este tipo de problema na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Dr. Paulo afirma que todos os funcionários que participam do atendimento de emergência tiveram treinamento no Protocolo de Manchester, sistema de classificação criado para auxiliar os profissionais da saúde no direcionamento dos pacientes (veja imagem abaixo).

 

 

 

 

 

O Protocolo de Manchester funciona da seguinte maneira: pacientes que não tem urgência ou são pouco urgentes demoram mais pra ser atendidos, enquanto os que têm emergência, muito urgente ou urgente são atendidos com prioridade. Para o Dr. Paulo, esse tipo de atendimento é muito mais efetivo que o sequencial, já que essa classificação permite que pacientes urgentes não fiquem sem atendimento rápido.

Além de priorizar os pacientes certos, essa estratégia pode ajudar em outro fator, a mudança de cultura. Para o Dr. Paulo Roberto, ao demorar para ser atendido por motivos que não demandam atendimento do Pronto Socorro, pacientes podem começar a procurar outros métodos para resolver seus problemas. ‘Quando um paciente demora até 4 horas para trocar uma receita, por exemplo, pode ser que da próxima vez ele procure uma UBS ou um tratamento médico adequado antes de vir à emergência’.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 126, em 11/5/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

A Infecção Hospitalar tem solução? Veja como profissionais da saúde podem reduzir o risco de IH

A infecção hospitalar é um dos maiores temores dos pacientes que precisam se submeter a um procedimento ambulatorial ou a uma internação prolongada em uma unidade de saúde, seja ela pública ou particular. Se para os usuários de hospitais e clínicas a IH (abreviação usual para o termo) é um medo, para os profissionais de saúde envolvidos no dia a dia destas instituições o seu controle é um desafio diário.

Segundo a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), o problema é responsável por mais de 100 mil mortes no Brasil todos os anos e preocupa os hospitais da rede pública e privada no país.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o Instituto Latino-Americano de Sepse (outro nome dado a Infecção Hospitalar) aponta que, em algumas regiões brasileiras, o índice de mortalidade por IH pode chegar a 70%. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem, anualmente, nas UTIs brasileiras após terem seus quadros de infecção agravados.

Com tantas entidades e números apresentados, a pergunta para quem cuida da gestão e cuidado com o controle da IH nos hospitais é, como medir esses indicadores e, ao saber o tamanho do problema em sua instituição, quais medidas devem ser tomadas?

Para a Dra. Mariana Volpi, chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa, ‘o primeiro passo é ter esses indicadores de infecções relacionadas à assistência a saúde bem difundidos em sua equipe, já que esses números são ótimas ferramentas para a parametrização de avaliação da qualidade e segurança do atendimento prestado nas instituições’.

Segundo a Dra. Mariana, esses índices já são bem conhecidos e contam com o apoio de cartilhas que detalham procedimentos de transmissão e prevenção dessas infecções, ou seja, se um hospital tem uma equipe bem treinada e aderente aos procedimentos de prevenção, grande parte das IH são evitadas.

Quais infecções são mais comuns em um cenário de IH e como podemos evitar essas questões?

Atualmente, as principais infecções causadas nos hospitais são as pneumonias, as infecções urinárias, as infecções de corrente sanguínea e as infecções cirúrgicas. De acordo com a Dra.. Mariana, ‘essas infecções variam de acordo com o atendimento prestado em sua unidade de saúde (hospital geral, hospital de longa permanência, clínicas de terapia dialítica, maternidades, hospitais infantis, etc.) tendo alguns tipos mais prevalentes do que outros.

Para a chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de São Paulo, a prevenção depende de como os parâmetros e regras criadas pelos órgãos competentes são seguidas: ‘Hoje já existem estratégias bem estabelecidas e divulgadas pela literatura científica com diretrizes que norteiam as ações para prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. É fundamental que uma equipe multiprofissional receba treinamento e incentivo para aderir a essas práticas. A medida mais simples e eficaz continua sendo a higienização das mãos nos “5 momentos“.

Como ter sucesso no combate à Infecção Hospitalar?

De acordo com Mariana Volpi, a única maneira de se ter sucesso no controle da IH é a confecção de um bom programa de controle. Segundo ela, um programa de controle de infecção hospitalar só consegue ter sucesso se contar com apoio e engajamento dos gestores e lideranças dos serviços de saúde em geral.

Uma gestão comprometida em combater as infecções hospitalares, promove dentro da instituição as condições e estrutura necessárias para que a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar desenvolva as ações de prevenção e controle.

Atualmente a meta da ANVISA é reduzir os casos de Sepse em 30% em território nacional. Com relação ao cenário internacional, o Brasil continua longe do ideal, já que cerca de 15% da população hospitalizada no país tem algum problema com IH, enquanto que, em países como os EUA e outras nações europeias, o nível é de cerca de 10%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que este número gire em torno de 5%.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 126, em 11/5/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP promove seminário sobre os Impactos da Medicina personalizada e de precisão na gestão da saúde

Dr. Rubens Harb Bollos, pesquisador da UNIFESP

Amanhã, dia 16/5, das 12h às 13h30, o Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará a palestra Impactos da medicina personalizada e de precisão na gestão da saúde: conceitos fundamentais”, ministrada pelo Dr. Rubens Harb Bollos, pesquisador da UNIFESP e presidente da Sociedade brasileira de medicina personalizada e de precisão.

O encontro será realizado na Sala 11 da Técnica Cirúrgica e é coordenado pela Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.